quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Subsídio LIÇÃO Nº 6 – O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO

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COMENTARISTA: THIAGO BRAZIL
COMENTÁRIO: PB. VALDEMAR QUAGLIO JÚNIOR

O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO

Um milagre é Deus é alterando, por um curto período de tempo, a ordem natural das coisas para realizar Sua vontade e propósitos
Providência Divina é o meio pelo qual Deus governa todas as coisas no universo. A doutrina da providência divina afirma que Deus tem controle completo de todas as coisas. Isso inclui o universo como um todo (Salmos 103:19), o mundo físico (Mateus 5:45), as transações das nações (Salmos 66:7), nascimento e destino humanos (Gálatas 1:15), sucessos e fracassos humanos (Lucas 1:52), e a proteção do seu povo (Salmos 4:8). Essa doutrina se mantém em direto contraste à idéia de que o universo é governado por sorte ou acaso.
O propósito, ou objetivo, da providência divina é realizar a vontade de Deus. Para garantir que seus propósitos vão ser cumpridos, Deus governa os negócios dos homens e trabalha através da ordem natural das coisas. As leis da natureza são nada mais do que uma descrição de Deus trabalhando no universo. As leis da natureza não têm nenhum poder em si mesmas, nem trabalham independentemente; elas são regras e princípios que Deus estabeleceu para governar como as coisas funcionam.
O mesmo princípio se aplica à escolha humana. De uma forma real não somos livres para escolher ou agir separados da vontade de Deus. Tudo que fazemos e tudo que escolhemos está completamente de acordo com a vontade de Deus – até mesmo nossas escolhas pecaminosas (Gênesis 50:20). No fim das contas, Deus é quem controla nossas escolhas e ações (Gênesis 45:5; Deuteronômio 8:18; Provérbios 21:1), ao mesmo tempo, Ele faz isso de tal forma que não viola nossa responsabilidade como agentes morais e livres, nem nega a realidade de nossa escolha.
A Confissão De Fé De Westminster afirma a doutrina de providência divina de uma forma sucinta e que ao mesmo tempo captura todos os elementos da doutrina: “Desde toda eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da sua própria vontade, ordenou, livre e inalteravelmente, tudo quanto acontece; porém, de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias antes estabelecidas (CFW, 3.1)”. O meio principal pelo qual Deus executa sua vontade é através de causas secundárias (ex: leis da natureza, escolha humana). Em outras palavras, Deus trabalha indiretamente através dessas causas secundárias para realizar a Sua vontade. A Confissão de Fé de Westminster também diz: “Posto que, em relação à presciência e ao decreto de Deus, que é a causa primária, todas as coisas acontecem imutável e infalivelmente, contudo, pela mesma providência, Deus ordena que elas sucedam, necessária, livre ou contingentemente, conforme a natureza das coisas secundárias” (CFW, 5.2).
Deus às vezes trabalha diretamente para realizar a Sua vontade. Isso é o que chamamos de milagres (quer dizer, supernatural no lugar do natural). Um milagre é Deus é alterando, por um curto período de tempo, a ordem natural das coisas para realizar Sua vontade e propósitos. Dois exemplos do livro de Atos devem servir para demonstrar Deus trabalhando diretamente e indiretamente para realizar a Sua vontade. Em Atos 9 vemos a conversão de Saulo de Tarso. Com uma luz do céu e uma voz que apenas Saulo/Paulo escutava, Deus mudou sua vida para sempre. Era da vontade de Deus usar Paulo para realizar Sua vontade, e Deus usou meios diretos para converter Paulo. Fale com qualquer pessoa que você conhece que se converteu ao Cristianismo, e provavelmente você nunca vai escutar uma história como essa. A maioria de nós vem a Cristo através de um sermão, ou de um livro, ou o testemunho persistente da um amigo ou parente. Além disso, geralmente há circunstâncias da vida que preparam o caminho – perda de um emprego, perda de um ente querido, casamento fracassado, vício a drogas. A conversão de Paulo foi direta e supernatural.
Em Atos 16:6-10 vemos Deus realizando sua vontade indiretamente. Isso acontece durante a segunda viagem missionária de Paulo. Deus queria que Paulo e seu grupo fossem a Trôade, mas quando Paulo saiu de Antioquia da Pisídia, ele queria ir leste em direção à Ásia. A Bíblia diz que o Espírito Santo os proibiu de pregar na Ásia. Então eles queriam ir para Bitínia, mas o Espírito de Cristo os impediu, e eles acabaram indo para Trôade. Isso foi escrito retrospectivamente, mas naquele tempo provavelmente eles tinham explicações lógicas de por que não podiam ir àquelas regiões. No entanto, depois do fato, eles perceberam que Deus estava dirigindo-lhes aonde queria que fossem – isso é providência. O meu versículo favorito se dirige a essa doutrina, Provérbios 16:9 diz: “O coração do homem traça o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos.”
Por outro lado, algumas pessoas acreditam que o conceito de Deus diretamente ou indiretamente orquestrando todas as coisas destrói a possibilidade de livre arbítrio. Se Deus tem controle completo, como podemos ser realmente livres nas decisões que fazemos? Em outras palavras, para livre arbítrio fazer sentido, deve haver algumas coisas que estão fora do controle soberano de Deus, ex: a contingência da escolha humana. Vamos dizer que isso é verdade, só por uma questão de argumentação. E agora? Se Deus não está em controle de todas as contingências, então como Ele pode garantir salvação? Paulo diz em Filipenses 1:6: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” Se Deus não está em controle de todas as coisas, então essa promessa (e outras promessas bíblicas) é inválida. Não podemos ter segurança completa de que o trabalho de salvação que foi começado em nós vai ser completado.
Além disso, se Deus não está em controle de todas as coisas, então Ele não é soberano, e se Ele não é soberano, então Ele não é Deus. O preço de manter contingências fora do controle de Deus resulta em um Deus que não é realmente Deus. E se nosso “livre” arbítrio pode substituir providência divina, então quem é Deus no fim das contas? Nós somos. Isso é, obviamente, inaceitável para qualquer pessoa com um ponto de vista Cristão e bíblico do mundo. Providência divina não destrói nossa liberdade. Ao contrário, providência divina é o que nos capacita a utilizar nossa liberdade de forma adequada.


Fonte: https://moldado.com/ebd-3%C2%BA-trimestre-2018-li%C3%A7%C3%A3o-6-para-jovens-o-milagre-da-multiplica%C3%A7%C3%A3o/ Acesso em 01 ago. 2018

Dinâmica Lição 06: O milagre da multiplicação


Dinâmica: Multiplicando

Objetivo: Contextualizar o milagre da multiplicação dos pães para a vida dos alunos.

Material:
Os 4 sinais das operações matemáticas: adição(soma), subtração(diminuição), divisão e multiplicação.
01 folha de papel ofício dividida em 4 partes com linhas traçadas

Procedimento:
- Apresentem os 4 sinais das operações matemáticas.
- Depois, falem: Jesus multiplicou 5 pães e 02 peixinhos para uma grande quantidade de pessoas comerem.
Após a multiplicação, houve a divisão do alimento.
Com isso, a fome foi diminuída.
Este milagre acrescentou(somou) mais a fé aos que viram o milagre acontecer.
- Entreguem 01 folha de papel ofício para cada aluno e peçam para que dividam em 4 partes, com uma caneta.
- Agora, falem:
Vocês estão precisando de um milagre?
O que este milagre vai modificar?
Utilize os sinais das operações matemáticas para responder.
- Depois, os alunos podem socializar para os colegas o resultado do que responderam.


Por Sulamita Macedo.
fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com/

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Lição 7 – Nossa Esperança na Vinda do Senhor






TEXTO DO DIA
“Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios.” (1 Ts 5.6)
SÍNTESE
Deus é responsável pela criação e consumação de todas as coisas em Cristo Jesus.
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA – Hb 5.14: A necessidade de crescer na fé
TERÇA – 1 Co 6.14: As consequências da ressurreição
QUARTA – Mt 24.42: A exortação para a vigilância
QUINTA – Jo 14.3: Nosso destino: morar com o Pai
SEXTA – 1 Ts 5.18: O consolo do cristão
SÁBADO – 1 Ts 5.3: O caráter surpreendente da chegada do Reino
OBJETIVOS
1.     REFLETIRa respeito da necessidade do debate escatológico na igreja hoje;
2.     APRESENTARtrês verdades a respeito da vinda do Senhor em 1 Tessalonicenses;
3.     DEMONSTRARa relevância da discussão escatológica entre o público jovem.
INTERAÇÃO
A escatologia discutida por Paulo em 1 Tessalonicenses tem suas peculiaridades, mesmo se comparada com a abordagem que o apóstolo promove em 2 Tessalonicenses. O pragmatismo atual que envolve a fé cristã de muitas pessoas é o único objeto de busca para alguns indivíduos A aridez da questão (com suas imagens apocalípticas, figuras fantásticas e eventos extraordinários) tende, em alguns casos, a tornar o debate escatológico distante do interesse dos jovens. Apesar destes desafios lembre-se: Você é a pessoa que Deus usará para abençoar esse grupo de jovens. O Senhor é contigo!
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Elabore um Quiz (um conjunto de perguntas) a respeito das questões envolvendo escatologia; pode ser voltado especificamente para questões relativas ao debate promovido por Paulo em 1 Tessalonicenses ou acerca de dúvidas escatológicas de um modo geral.
Este deve ser um momento de crescimento, aprendizado, de alegria entre os educandos de sua sala. Por isso não permita que ninguém sinta-se inibido em participar ou com medo de responder alguma questão. Para tornar essa dinâmica mais atrativa, você pode pedir, uma semana antes desta aula, que seus alunos dediquem-se na elaboração de uma questão sobre escatologia para ser apresentada em classe – a melhor pergunta, segundo a avaliação de todos os participantes do Quiz, será premiada.
Desta forma todos os presentes poderão participar de sua aula, elaborando, respondendo e avaliando os itens uns dos outros, tornando este momento mais colaborativo.
TEXTO BÍBLICO
1 Tessalonicenses 4.13-18; 5.1-6
13 Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.
14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele.
15 Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.
16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro;
17 depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
18 Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.
5.1 Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva;
2 porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite.
3 Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão.
4 Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele Dia vos surpreenda como um ladrão;
5 porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas.
6 Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios.

INTRODUÇÃO
Para a maior parte dos intérpretes, o debate a respeito das últimas coisas é uma temática tão importante na relação de Paulo com os tessalonicenses que pode, inclusive, servir de chave de leitura para uma compreensão integrada das duas epístolas. Mais importante do que determo -nos em intermináveis discussões sobre nuances ou detalhes escatológicos que resvalam deste texto de 1 Tessalonicenses, será refletir a respeito do contexto geral que fomenta tal discussão.
O amoroso cuidado pastoral de Paulo leva-o a explicar aos crentes em Tessalônica algumas verdades espirituais primárias, mas que estes, por imaturidade ou por falta de um ensino mais sistemático, ainda não haviam assimilado.
De forma análoga, é de extrema importância questionarmo-nos sobre a imperativa exigência de discussão deste tema na sociedade contemporânea. Em tempos de conhecimento instantâneo, transformações sociais diárias e economia extremamente volátil, ainda faz sentido falar de eternidade?
I – OS TRÊS OBJETIVOS DOS ESCLARECIMENTOS ESCATOLÓGICOS
1.     Evitar os perigos da falta de profundidade bíblica.
O receio de Paulo para com os tessalonicenses era o de que a falta de uma compreensão mais profunda dos pilares da fé – dentre os quais estava, por exemplo, a crença na ressurreição de Jesus – levasse este grupo de novos irmãos a uma fé ignorante, e por isso mesmo, adoecida. Não somos chamados para permanecer em níveis elementares da fé (Hb 5.13,14); a metáfora bíblica diz-nos que a história de nossa fé é semelhante à corrida de um maratonista (1 Co 9.24; 2 Tm 4.7), por isso, é necessário sabedoria para não “morrer no meio do caminho”, mas antes, completarmos a carreira. Como um atencioso mestre, o apóstolo refletirá com seus amigos a respeito das questões básicas, mas imprescindíveis para o estabelecimento de uma vida cristã saudável, livre das fábulas e mitos das tradições religiosas.
2.     Impedir qualquer entristecimento desnecessário.
A imaturidade da fé dos tessalonicenses poderia desembocar num problema maior: abandono da fé (Gl 1.6-9). A compreensão errônea de princípios bíblicos sempre tem repercussões negativas, comunitárias e pessoais. Percebemos pelo texto que o apóstolo apressou-se em responder as indagações dos irmãos para que assim se evitasse um esfriamento da fé daqueles irmãos. E isto é bastante perigoso, especialmente quando ocorre entre novos convertidos que, muitas vezes, não têm ainda suas convicções bem firmadas. Deixar de enfrentar tristezas de modo absoluto parece impossível, no entanto, existem determinados problemas e angústias que podemos fugir, e este era o caso entre aqueles novos irmãos.
3.     Encher os tessalonicenses de esperança e consolo.
Algo inquietava os crentes de Tessalônica, tirava-lhes o sono e a harmonia interna da comunidade. Ao falar a respeito de questões pertinentes àquele contexto social, Paulo demonstra seu cuidado pastoral, que se manifesta no zelo pelo crescimento espiritual daquela Igreja. Do que adianta um sermão bem estruturado se o seu conteúdo não é compreendido pelo público? Qual a relevância de uma profunda discussão sobre elementos secundários da doutrina cristã se o essencial ainda não foi assimilado pela comunidade? Mais uma vez aprendemos com Paulo um importante princípio cristão: o importante em um sermão não é demonstrar o quanto se tem de conhecimento, e sim, falar com clareza e pertinência aquilo que produz crescimento às pessoas. Produzir esperança e consolo (1 Ts 4.13,18), ou como o apóstolo fala em contexto semelhante – consolar, exortar e edificar (1 Co 14.3) – este deve ser o cerne de toda pregação.
Pense!
Não podemos desprezar o estudo sistemático da Palavra de Deus.
Ponto Importante
Para o cristão, compreender os fundamentos básicos da fé significa sobrevivência espiritual.


II- VERDADES RELACIONADAS À VINDA DO SENHOR


1.     A certeza da ressurreição gloriosa dos santos.
Temos plena convicção que aqueles que morreram em Cristo serão triunfalmente ressuscitados para satisfação e alegria eterna, pois assim como aconteceu com Jesus de Nazaré também acontecerá com todos aqueles que nEle creem (1 Ts 4.14). Por isso, não há espaço para nenhuma crença aniquilacionista. Não só haverá vida após a morte, como a ressurreição dos santos será para felicidade e paz. O poder da maldade é parcial e transitório, a glória de Cristo é eterna e absoluta.
2.     A certeza da vinda do Senhor exige vigilância.
Não é porque temos a certeza do retorno de Jesus para nos buscar, e com isso a convicção de nosso estado de eterna alegria com o Pai, que devemos viver de modo negligente (1 Ts 5.4-6). Pelo contrário, tal revelação exige de nós comprometimento absoluto com o Reino de Deus. Não é possível vivermos com o coração dividido entre dois tipos de desejos contrários, ou com a alma cindida tentando servir ao Senhor e às trevas; é necessária a tomada de decisão. Aqueles que não conhecem a Cristo temem o fim de todas as coisas, apavoram-se ao pensar sobre o dia glorioso do Senhor. Estes, porém são os que desperdiçam suas vidas no pecado e por isso temem apresentarem-se diante do Criador. Nosso sentimento deve ser exatamente o inverso, ansiar o retorno de Jesus (Ap 22.20), com a convicção de que nos encontraremos com Deus; este será o melhor momento de nossas vidas. Por isso, vigiai! (Lc 21.36)
3.     Este será um ato reivindicatório de Deus.
A palavra usada no versículo 17 para descrever a ação promovida por Cristo com relação aos que estiverem vivos quando de sua vinda literalmente significa “tomar com força”, “arrebatar com rapidez”, “reivindicar para si”. Deste modo, nosso encontro com o Senhor será resultado de uma decisão exclusiva de Deus, que, por ter autoridade e poder para isso, arrancará – sem qualquer preocupação com explicações a terceiros – aqueles que lhe pertencem. Somos possessão do Senhor, estamos neste mundo como peregrinos e forasteiros, aguardando apenas o exato momento de nosso regresso à morada eterna. Mais uma vez ratifica-se que nossa salvação não é um ato cuja origem deriva de nós, é na verdade um ato gracioso do Pai.
Pense!
A ressurreição é uma crença tão central para o Cristianismo que, como afirmou Paulo, se este fato não for verdadeiro nada mais terá sentido para nós.
Ponto Importante
A discussão de questões sobre o fim de todas as coisas produz medo e temor em muitos. Os justos não devem temer nada, aqueles que estão ainda no pecado há tempo para arrependimento.

III – OS JOVENS DE HOJE PRECISAM PENSAR SOBRE AS ÚLTIMAS COISAS?
 A urgência de um despertamento.
Assim como Paulo exorta à jovem igreja de Tessalônica a vigiar e estar atenta quanto aos acontecimentos que precedem a vinda do Senhor (1 Ts 5.6); a juventude de nossos dias também precisa ser sacudida com esta verdade que para alguns é inconveniente: tudo vai passar! Sim, é necessário demonstrar aos jovens desta geração que a força deles passa, assim como sua beleza, e que a própria juventude é “vaidade”, ou seja, efêmera, passageira (Ec 11.10). A ilusão da juventude eterna – que se propaga em nossa sociedade por meio da cultura das cirurgias estéticas e de um estilo de vida completamente irresponsável – precisa ser desfeita. As pessoas precisam reconhecer a presença de Deus em cada fase da vida, e assim, experimentar o melhor do Senhor sempre. Não há mais tempo a perder.
2.     Superando o imediatismo.
O anúncio da vinda iminente do Senhor como um processo lento, aos nossos olhos, mas irreversível na história, a declaração do fim de todas as coisas e a comunicação do estabelecimento do Reino Eterno do Pai, são formas de estabelecer padrões temporais bem diferentes daqueles que a sociedade vive hoje. Em tempos de comunicações online, de comidas fast-food e de relacionamentos líquidos (que de tão provisórios poderiam ser até mesmo chamados de gaseificos), falar de valores eternos parece uma piada, mas é sobre isso que nossos contemporâneos precisam ouvir. O imediatismo do cotidiano precisa se render ao plano de Deus que, a seu tempo, estabelece seus propósitos e desígnios (Lc 21.19; 2 Pe 3.8). A pregação sobre as últimas coisas tem o poder de despertar o ouvinte para um modelo de temporalidade que se concentra no estabelecimento correto de um processo, e não, apenas, em um resultado prematuramente obtido.
3.     Anunciando que há um Senhor na história da humanidade.
A urgência da pregação escatológica está intimamente associada à constante necessidade de declararmos a este mundo que não vivemos num turbilhão de caos, e sim, que há um Deus que de maneira amorosa traçou as linhas mestras da história humana. Anunciar o fim implica dizer que há um Senhor no universo o qual, sendo responsável pela criação de todas as coisas, também estabeleceu um fim para elas. Por meio de seu cuidado, o Pai tem gestado na história o resultado de seu plano eterno, mesmo diante das oposições das trevas e da fragilidade humana, de tal modo que o fim, que já deve ser anunciado, aponta para o estabelecimento integral do Reino de Deus. Desta maneira, apregoar o fim é, também, apontar para a causa última do universo: Deus (Sl 74.12-17).
SUBSÍDIO 1
A Trombeta de Deus ressoará
Que instante abençoado! Nos dias do Antigo Testamento, Deus determinara que se fizessem duas trombetas de prata, que seriam usadas tanto para reunir o povo como para alertá-lo para a partida (Nm 10.1-7). Naquele dia tocará do céu a trombeta de Deus, como sinal de que devemos partir daqui, deste mundo, e reunir-nos em glória celestial! Essa trombeta de Deus não faz parte de nenhuma das sete trombetas do juízo, que serão tocadas no tempo dos três ‘ais’ (Ap 8.13; 11.15). Ela é uma trombeta de bênção, cujo som convocará a Noiva de Jesus para a festa eterna no céu.
Os mortos ressuscitarão primeiro
Aqui chegamos a um dos maiores milagres do universo — a ressurreição. Para os materialistas e ateus, a ressurreição é uma fantasia. Não creem por não encontrarem explicação para tal maravilha. Porém, a salvação não se baseia, efetivamente, na compreensão do homem natural, mas na fé. E por meio da fé compreendemos essas verdades gloriosas. A ressurreição significa que o homem morto tornará a existir e a viver fisicamente por meio de uma nova união entre o espírito e o corpo que foram separados no momento da morte. Para os que morreram em Cristo esse milagre se realizará no dia da vinda de Jesus (BERGSTÉN, Eurico.Teologia Sistemática. 13.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013. pp. 320, 321).
SUBSÍDIO 2
A precedência dos ressuscitados.
Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro’ (1 Ts 4.15,16). É a precedência honrosa que Deus concederá aos ‘que morreram em Cristo’. Serão arrebatados primeiro, ainda que num ‘abrir e fechar de olhos’. Na ressurreição, o corpo dos salvos, ainda que transformados em pó, carbonizados ou comidos por peixes ou feras, serão trazidos à existência pelo poder de Deus, pela energia criadora de sua palavra: ‘[…] a saber, Deus, o qual vivifica os mortos e chama as coisas que não são como se já fossem’ (Rm 4.17). A ressurreição dos salvos para serem arrebatados é a vitória sobre a morte, ‘o último inimigo’ a ser aniquilado (1 Co 15. 26). A segunda ressurreição será para os ímpios, após o Milênio (Ap 20.5) (LIMA, Elinaldo Renovato. O Final de Todas as Coisas. Esperança e glória para os salvos. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015. p. 55
 CONCLUSÃO
A vinda de Jesus deve ser um fato presente no horizonte existencial de cada cristão. Não somos chamados para permanecer aqui eternamente, antes, nossa pátria é do alto, nossa saudade é por aquilo que ainda não vimos. Somente por meio de uma fé genuína conseguimos permanecer íntegros quanto à disposição de nosso coração de acreditar que o arrebatamento é uma realidade.

HORA DA REVISÃO
1.     Apresente três motivos que justifiquem a discussão sobre as Últimas Coisas na epístola.
Evitar os problemas com as heresias, impedir um entristecimento impróprio daqueles irmãos, confirmar as promessas que deveria encher o coração dos tessalonicenses.
2.     Quais as três verdades que podem ser extraídas a partir do debate sobre escatologia em 1 Tessalonicenses?
A ressurreição dos santos é uma verdade, a certeza da vindo do Senhor exige vigilância, no Dia do Senhor a justiça do Pai será executada.
3.     Qual o significado da palavra usada no versículo 17 para descrever a ação promovida por Cristo em relação aos que estiverem vivos quanto a sua vinda?
A palavra usada no v.17 para descrever a ação promovida por Cristo com relação aos que estiverem vivos quando de sua vinda literalmente significa “tomar com força”, “arrebatar com rapidez”, “reivindicar para si”.
4.     Como se pode justificar a relevância das questões escatológicas para a Igreja contemporânea?
Este é um tema que promove despertamento da Igreja, nos faz superar uma visão imediatista do mundo, e anuncia o Deus que Reina inclusive na história.
5.     É correto afirmar que ao se discutir sobre o fim de tudo, inevitavelmente reflete-se sobre o começo de todas as coisas? Justifique sua resposta.
Sim, pois anunciar o fim implica em dizer que há um Senhor no universo o qual, sendo responsável pela criação de todas as coisas, também estabeleceu um fim para as mesmas.


    segunda-feira, 30 de abril de 2018

    Dinâmica Lição 06: Vivendo amorosa e honestamente


    Dinâmica: A Marca do Discípulo
     
    Objetivo: Refletir sobre o amor – a marca do discípulo de Jesus.
     
    Material:
    01 coração pequeno para cada aluno
     
     Procedimento:
    - Falem: “Conta-se que certo homem estava participando de um concurso do Coração Mais Bonito. Seu coração era lindo, sem nenhuma ruga, sem qualquer estrago. Até que apareceu um homem idoso e apresentou seu coração, afirmando que era o mais bonito, pois nele havia marcas. Vários tipos de comentários surgiram e perguntaram: “Como seu coração é o mais bonito, com tantas marcas?” O homem idoso então explicou que era por isso mesmo que seu coração era lindo. Aquelas marcas representavam sua vivência, sua experiência, suas atitudes em amar as pessoas. Finalmente, todos concordaram que o coração mais lindo era aquele com marcas de amor em ação”(autoria desconhecida).
    - Falem: Fomos alcançados pelo amor de Deus.
    Leiam João 3.16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
    - Agora distribuam um coração pequeno para cada aluno, representando o amor pelo qual fomos alcançados.
    - Também afirmem que é pelo amor que somos reconhecidos como discípulos de Jesus.
    Leiam João 13.34 e 35:
    “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.
    - Agora, reflitam com os alunos, olhando para o coração que temos nas mãos:
    Que marcas deste amor podemos compartilhar com os outros?
     Nós, como integrantes da Igreja, o que estamos fazendo para que as pessoas sejam alcançadas pelo amor de Deus?
    Estamos praticando na verdade o amor, cotidianamente, nas ações com o próximo?
    - Peçam para que os alunos troquem os corações entre si, promovendo um momento de congratulação, de “troca de amor”, representando as verdadeiras ações amorosas que devem existir entre as pessoas.
     
    Por Sulamita Macedo.
    fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com.br/

    sexta-feira, 27 de abril de 2018

    Dinâmica Lição 05: Vivendo uma vida santa


    Dinâmica: Em cima do muro?
    Objetivo: Refletir sobre a necessidade de um posicionamento quanto à santificação.

    Material:
    01 caixa
    01 chocolate ou bala para cada aluno
    Versículo digitado: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver”(1 Pedro 1:15).
    01 grampeador

    Procedimento:
    Antes da aula:
    Prendam o versículo no chocolate utilizando o grampeador
    Coloquem dentro da caixa
    Na aula:
    - Apresentem uma caixa, não falem o que tem dentro.
    - Façam um certo suspense e depois perguntem se alguém tem coragem de colocar a mão dentro caixa.
    Façam uma contagem, escrevendo a quantidade dos:
    Que vão colocar a mão dentro da caixa
    Que não vão colocar a mão dentro da caixa
    Que estão indecisos
    É interessante que haja estes 03 tipos de pessoas.
    - Depois, peçam para que os alunos que decidiram colocar a mão dentro da caixa, para que com cuidado ponham a mão dentro dela.
    Isto deve acontecer com todos os alunos que responderam afirmativamente. Orientem para que não falem sobre o que pegaram.
    Neste momento, pode acontecer de algum aluno desistir. Tente convencê-lo, mas se houver resistência, não insista.
    - Falem: Nesta atividade, vocês tiveram 03 posicionamentos. Dessa mesma forma, as pessoas possuem 03 ações diferentes quanto a santificação. Uns escolhem uma vida de santidade, outros não querem e outros ficam indecisos, cambaleantes. Mas, Deus requer de nós um posicionamento quanto a uma vida de santidade.
    - Para concluir, abram a caixa e entreguem para eles um chocolate, com um versículo fixado com grampeador: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver”(1 Pedro 1:15).


    Por Sulamita Macedo.
    fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com.br/

    quarta-feira, 18 de abril de 2018

    Dinâmica Lição 04: Conservando uma vida frutífera


    Dinâmica: Vida Frutífera

    Objetivo:
    Refletir sobre o cuidado que devemos ter com nossa vida espiritual e moral.
    Alertar sobre a apostasia e a infidelidade a Deus.

    Material:
    ½ folha de papel ofício para cada aluno

    Procedimento:
    - Distribuam a metade da folha de papel ofício para cada aluno.
    - Orientem para que eles desenhem uma semente (do lado esquerdo) e uma árvore com raízes a mostra( do lado direito).
    - Agora, solicitem que eles façam o seguinte:
    Ao lado das raízes, o aluno deverá escrever em que ou em quem está alicerçado.
    Está firmado em Deus ou sua fé está cambaleante com poucas raízes? Continua firme ou qualquer vento mais forte quer derrubá-la? É bom ter cuidado com a apostasia e com os falsos mestres.
    No solo, deverá escrever qual o tipo de solo em que a semente e a árvore estão plantadas. Também como este solo tem sido tratado para que sua vida espiritual frutifique.
    Na copa da árvore, deverá desenhar frutos. Que tipo de frutos tem o aluno colhido na sua árvore espiritual. Como tem se apresentado em todas as estações de sua vida?
    - Para concluir, falem: Temos plantando boas sementes em solos bem preparados, receptivos a Palavra de Deus? Não façamos como o povo de Israel, com o solo do coração endurecido, rejeitou Deus, com apostasia, infidelidade a Deus.


    Por Sulamita Macedo.
    fonte:http://atitudedeaprendiz.blogspot.com.br/

    terça-feira, 10 de abril de 2018

    Dinâmica Lição 03: O fruto de um trabalho zeloso


    Dinâmica: Tesouro Escondido

    Objetivo:
    Apontar para a relevância da Palavra de Deus quanto a formação do caráter cristão.
    Incentivar a observância da Palavra de Deus.

    Material:
    01 Bíblia pequena
    01 caixa em forma de coração.
    Observação: A Bíblia deve caber dentro da caixa.

    Procedimento:

     Antes da aula:
    - Coloquem a Bíblia dentro da caixa. Realizem esta ação ainda em casa, para que os alunos não vejam o conteúdo.

    Durante a aula:
    - Falem:  Dentro da caixa há um objeto. Passem a caixa para cada aluno, para que descubram o que há dentro; orientem que podem balançar a caixa, mas não podem abri-la.
    - Se alguém descobrir o conteúdo, abram a caixa, mostrem a Bíblia e leiam Salmo 119:11: “Escondi a Tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”.
    - Se não descobrirem o conteúdo da caixa, façam o mesmo procedimento do item anterior.
    - Para concluir, falem sobre a importância da leitura e o ensino bíblico para a formação do caráter cristão e também da obediência a Palavra de Deus.
    Depois, leiam: Hb 4.12: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”(Hebreus 4:12).


    Por Sulamita Macedo.
    fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com.br/