terça-feira, 13 de março de 2018

Subsídio Lição 11 - A ressurreição de Jesus Cristo

INTRODUÇÃO
A ressurreição de Jesus representou a garantia para os que creem que um dia ressuscitarão para a vida eterna num corpo glorificado igual a de Jesus. Nesta lição estudaremos sobre a doutrina da ressurreição no antigo e em o novo testamento, conheceremos a natureza da ressurreição de Cristo, veremos as evidências da ressurreição de Jesus, finalizando o nosso estudo entendendo sobre o propósito da ressurreição de Cristo.

1. CRENÇAS DA RESSURREIÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
Na realidade no Antigo Testamento não existe uma consolidação doutrinária da ressurreição, porém, passagens bíblicas atestam, sem dúvidas, que existe uma crença positiva da condição de uma ressurreição após a vida terrena, muito bem estabelecida no primeiro livro escrito da Bíblia, o livro de Jó.(Jó 19:19-27).
Passagens bíblicas importantes no contexto dos acontecimentos narrados no Antigo Testamento nos induz a perceber que paulatinamente a crença da ressurreição foi se consolidando com uma doutrina. Entre estas passagens podemos citar:
i. A ressurreição de um grande exército. (Ez 37:1-4)
ii. A ressurreição do tempo do fim profetizada em Daniel (Dn 12:1-4)
iii. Uma promessa de ressurreição coletiva no tempo do fim (Os 13:14)
iv. Uma ressurreição individual para cada um que crê (Sl 86:8-13)

2. CRENÇAS DA RESSURREIÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
Em o Novo Testamento podemos contemplar de forma claríssima os fundamentos da Doutrina da Ressurreição na prática, com os seus respectivos desdobramentos e consequências espirituais. Duas ressurreições universais são mencionadas sendo uma para vida e outra para a morte. Leiamos então as passagens registradas:
i. A ressurreição para a vida eterna onde viveremos com Cristo eternamente no céu. (1 Ts 4:13-18)
ii. A ressurreição para a morte eterna significando uma vida de angústias e sofrimento eterno no lago de fogo (Ap 20:11-15).
Jesus afirma categoricamente através do relato de uma história (o rico e o mendigo), na qual, Ele dá nome a pelo menos dois personagens vivendo uma vida eterna sem sofrimentos, após a morte física e um personagem, cujo nome, não foi mencionado vivendo uma vida de angústias e sofrimentos no inferno, caracterizando então esta condição de existir uma ressurreição para a vida eterna e uma outra ressurreição para a morte eterna, ou seja, o viver em sofrimentos. (Lc 16:19-31)

3. A NATUREZA DA RESSURREIÇÃO DE JESUS
A ressurreição de Cristo é fato irrefutável e indubitável, sendo a ressurreição de Cristo a base fundamental de toda a teologia cristã. Se Cristo não ressuscitou, a nossa fé é débil, insignificante, ineficaz, é vã, portanto, não temos nenhum motivo para ter a esperança para também uma dia provarmos a ressurreição para uma vida eterna no céu. (1 Co 15:12-19).


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Dinâmica Lição 11: A Ressurreição de Jesus Cristo


Dinâmica: O Grande Vencedor

Objetivo: Estudar e refletir sobre os últimos momentos de Jesus na terra, enfatizando a ressurreição.

Material:
01 filme sobre Jesus
01 DVD
01 TV
02 cartolinas
02 pincéis atômicos

Procedimento:
1 - Uma semana antes da aula:
- Escolha um filme sobre Jesus.
- Assista ao filme, observando a parte que se refere ao tema da lição.
2 – No dia da aula:
- Cheguem cedo a EBD e organizem o local da aula, montem os equipamentos e observem se estão funcionando.
- Aguardem os alunos.
3 - Durante a aula:
- Depois que vocês falarem que o tema da aula será sobre a ressurreição de Jesus, vencendo a morte, falem que nesta aula, vocês vão assistir parte de um filme sobre Jesus.
- Falem que durante a exibição de parte do filme, é necessário silêncio e atenção para que haja entendimento dos acontecimentos.
- Depois da exibição, dividam a turma em dois grupos.
- Entreguem 01 cartolina, 01 pincel atômico para cada grupo.
- Orientem para que cada grupo desenhe 01 cena que mais chamou a atenção deles. Depois, eles mostram os desenhos, falando uma frase que represente o que estão apresentando. Estipulem no máximo 05 minutos para esta atividade.
- Não se esqueçam de enfatizar que o sofrimento de Jesus foi para salvar cada um deles e que sua ressurreição dá sentido a vida cristã, pois se Cristo não tivesse ressuscitado vã seria nossa fé, conforme lemos em 1 Co 15:14:
“E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”.
- Em seguida, trabalhem os pontos levantados na lição.


Por Sulamita Macedo.
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quinta-feira, 8 de março de 2018

Dinâmica Lição 10: O Cristo crucificado: está consumado


Dinâmica: O Sofrimento de Cristo

Objetivo: Iniciar o estudo sobre o sofrimento de Jesus.

Material:
01 corrente confeccionada de papel ou EVA
01 Chicote ou um cinto ou um cinturão
01 alfinete ou agulha
01 folha de papel madeira ou cartolina

Procedimento:
- Perguntem:
. Alguém aqui passou por uma situação em que ficou trancado sem poder sair de algum lugar? Como você se sentiu?
Para este aluno que vai relatar este caso, entreguem uma corrente, para representar a situação vivenciada.
. Alguém já sofreu uma agressão física de algum colega numa discussão ou briga? Como você se sentiu como apanhou?
Para este aluno que vai relatar este caso, entreguem um cinto, para representar a situação vivenciada.
. Alguém já se furou com algo perfurante, como prego, alfinete etc?
Para este aluno que vai relatar este caso, entreguem uma agulha, para representar a situação vivenciada.
- Falem: Todas estas situações causaram sofrimento, tristeza etc. Mas, hoje vamos estudar sobre uma pessoa que sofreu muito e nem se compara com o que vocês relataram.
- Falem: Vocês já sabem que antes da crucificação de Jesus, aconteceram várias situações que provocaram muito sofrimento para Ele.
- Apresentem uma folha de madeira ou cartolina com um desenho de uma cruz em tamanho grande.
- Falem que a cruz vai representar o sofrimento de Jesus.
- Peçam para que os alunos citem estes fatos que eles lembram que causaram sofrimento de Jesus antes de sua morte na cruz. As respostas devem ser escritas ao redor da cruz.
Preso
Acusado com falsas testemunhas
Chicoteado
Torturado
Cuspiram no rosto dele
Coroa de espinhos na cabeça
Morte na cruz
- Perguntem: Por que Jesus passou por este sofrimento além da morte de cruz?
Enfatizem que a morte de Jesus foi para nos salvar e nos dá vida abundante.
- Leiam: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando”(Jo 15.13 e 14).
- Agora, trabalhem os pontos levantados na lição.


Por Sulamita Macedo.
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Dinâmica Lição 09: Acerca das últimas coisas


Dinâmica: Lá vem o noivo

Objetivos:
Ilustrar e estudar sobre a parábola das 10 virgens
Refletir sobre qual deve ser a conduta do cristão diante da vinda de Jesus.

Material:
10 velas
05 caixas de palito de fósforos
05 caixas de palito de fósforos vazia
01 véu de noiva pequeno

Procedimento:
- Escolham 05 alunos para representarem as moças prudentes e 05 para representar as imprudentes.
- Entreguem velas para as 05 prudentes e 01 caixa de palito de fósforos. Da mesma forma, entreguem velas para as 05 imprudentes e 01 caixa de palito de fósforos vazia.
- Peçam para que os dois grupos se posicionem diante da sala.
- Leiam Mateus 25:1-10:
“Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.
E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas.
As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.
Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.
E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram.
Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.
Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas.
E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.
Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.
E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta”.
- Após a leitura da parábola das 10 virgens, falem: A parábola das 10 virgens trata de uma festa de casamento. Naquela época e naquele lugar, o noivo ia ao encontro da noiva na casa do pai dela, levando consigo os familiares e amigos, que cantavam e conduziam tochas para iluminar o caminho, pois não havia energia elétrica. Após o encontro do noivo com a noiva, eles e os convidados iam para a festa de casamento.
- Vocês devem dizer: Lá vem o noivo!
- Neste momento, os dois grupos devem acender as velas, somente 01 grupo vai conseguir(as prudentes).
- O outro grupo que não conseguiu acender as velas deve pedir ao outro grupo palitos de fósforo, mas deve ser negado. Elas saem para comprar azeite e quando retornam batem na porta que está fechada, mas não será aberta.
- Agora, reflitam sobre qual deve ser a conduta do cristão diante da vinda de Jesus.


Por Sulamita Macedo.
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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Subsídio Lição 8 - A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2018
Jovens: SEU REINO NÃO TERÁ FIM: Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus
COMENTARISTA: NATALINO DAS NEVES
COMENTÁRIO: EV. JOSÉ LUCAS NETO

LIÇÃO Nº 8 – A ENTRADA TRIUNFAL DE JESUS EM JERUSALÉM

INTRODUÇÃO
Os evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e João relatam em seus respectivos escritos a entrada triunfal de Jesus na cidade Santa de Jerusalém montado num jumentinho com o objetivo de anunciar publicamente o Messias, Rei e Salvador da humanidade, aclamado pelo povo. Nesta lição estudaremos sobre a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém como cumprimento da profecia do profeta Zacarias, os preparativos e a entrada de Jesus na cidade Santa, o reconhecimento de Jesus como Rei, Salvador e Mestre, a rejeição de Jesus por parte do povo e dos fariseus, finalizando o nosso estudo com o reconhecimento universal do homem de Nazaré como o Messias que haveria de vir em nome do Senhor.

1. O CUMPRIMENTO DA PROFECIA DE ZACARIAS
O profeta Zacarias aproximadamente 520 anos antes de Cristo anuncia a profecia da vinda de um rei justo, triunfante, vitorioso, humilde e Salvador para reinar em Jerusalém adentrando a cidade montado sobre um jumentinho. A profecia se cumpre na história narrada especialmente pelos evangelistas Mateus (21:1-11), Marcos (11:1-11), Lucas (19:28-40) e João (12:12-19) que consolidou e mais uma vez provou que Jesus é o Messias (o Salvador da humanidade) que haveria de vir para reinar sobre o seu povo. (Zc 9:9-10).

2. OS PREPARATIVOS PARA A ENTRADA TRIUNFAL DE JESUS EM JERUSALÉM
Jesus e seus discípulos a caminho de Jerusalém pararam em Betfagé uma cidade que ficava perto do Monte das Oliveiras. Jesus, então, envia dois discípulos a um povoado próximo com a ordenança de pegarem um jumentinho e uma jumenta para que o Senhor montasse no jumentinho para adentrar triunfalmente na cidade de Jerusalém conforme a profecia anunciada pelo profeta Zacarias. (Mt 21:1-7)

3. JESUS ENTRA EM JERUSALÉM E É RECONHECIDO COMO O SALVADOR E REI
Jesus já era conhecido tanto em Jerusalém como em Judá pelos sinais, prodígios, curas, maravilhas, bem como, pelos seus sábios ensinamentos sobre o reino de Deus e suas maravilhosas pregações diferenciadas do mundo religioso de então, comprovando que Ele é o Messias que haveria de vir para reinar sobre o povo judeu.Jesus entra na cidade de Jerusalém montado sobre um jumentinho e a multidão estendia ramos e capas no chão enquanto Ele passava e gritavam: "Hosana ao Filho de Davi ! Que Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor ! Hosana a Deus nas alturas do céu", tipificando a realeza humana de Jesus segundo a linhagem de Davi e a sua realeza divina porque estava vindo em nome do Senhor. O termo "Hosana" palavra originária do idioma hebraico tem o seguinte significado: "Salva-nos agora, ó tuque habitas nas maiores alturas". Logo, o povo reconhecia em Jesus como um Salvador.(Mt 21:8-9; Sl 118:25-26; Sl 24:1-10).

4. JESUS É REJEITADO PELO POVO
Na época de Jesus, Jerusalém e Judá, estava sob o domínio do império romano que de certa forma tolerava a prática da religião que os povos vencidos em guerra professavam, desde que, obedecessem com lealdade ao imperador romano. O povo da cidade de Jerusalém tinha a expectativa que um rei militar, a exemplo de Davi, viesse para libertá-los da opressão romana, entretanto, a missão de Jesus era de libertar o povo dos pecados, reconciliá-los com Deus e dar-lhes vida eterna conforme os ensinos proferidos por Jesus em seu ministério de três anos de duração. O povo não compreendeu a amplitude espiritual de sua missão e na primeira sexta-feira após o domingo de sua entrada na cidade de Jerusalém sobre o jumentinho, aqueles mesmos que gritaram: "Que Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor", gritavam crucifica-o dada a frustração deles quanto a vinda de um rei militar para libertá-los da opressão romana.

5. OS FARISEUS RECONHECEM JESUS COMO MESTRE
O grupo sacerdotal judaico com maior representatividade eram os fariseus que viam em Jesus uma ameaça ao seu domínio político, econômico e religioso sobre os judeus. Na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, o povo gritava aclamando Jesus como Rei e Salvador, então os fariseus enciumados pediram a Jesus que ordenasse que seus seguidores calassem a boca, porém, Jesus respondeu-lhes com sabedoria que mesmo que seus seguidores calassem as pedras clamariam pelo Rei e Salvador Jesus, pois, aquele momento marca a anunciação da Salvação em Cristo pela sociedade judaica. Neste episódio os fariseus se dirigiram a Jesus reconhecendo-o como mestre, tratamento muito diferenciado em confrontos teológicos anteriores entre Jesus e esta classe eclesiástica dos fariseus. (Lc 19:37-40)

6. JESUS É RECONHECIDO UNIVERSALMENTE COMO O MESSIAS
Muitos habitantes da cidade de Jerusalém e outras pequenas cidades circunvizinhas a partir do episódio da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém montado num jumentinho passaram a conhecer o homem de Nazaré que revolucionou o mundo inteiro, estabelecendo uma marco cronológico e espiritual da humanidade que foi o antes e o depois de Jesus. A partir daquele instante iniciava-se a parte final da consumação de tão grande salvação e vida eterna para os homens de todas as épocas de geração a geração. (Mt 21:10-11; Sl 86:8-10).

7. CONCLUSÃO
A entrada do Senhor Jesus Cristo em Jerusalém demonstrou que o Rei de reis não veio a este planeta para ser rei de um reino terreno. Seu reino é celestial e universal sobre todas as coisas e sobre toda a criação. Devemos como cristãos proclamar que Jesus é o nosso Rei, Mestre, mas sobretudo, nosso Salvador e Senhor eternamente. Shalom Adonai !


Fonte: https://proflucasneto.files.wordpress.com/2018/02/notas_1t_2018_jovens_lic3a7c3a3o-8_a-entrada-triunfal-de-jesus-em-jerusalc3a9m.pdf Acesso em 18 fev. 2018

Dinâmica Lição 08: A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém



Dinâmica: Hosana! Hosana!

Objetivo: Estudar sobre a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

Material:
Equipamento para exibir um filme
04 perguntas escritas em papéis separados
Observação: vejam as perguntas no procedimento

Procedimento:
- Apresentem a parte de um filme sobre a entrada de Jesus em Jerusalém. Vocês podem encontrar no Youtube.
- Após a exibição desse episódio, dividam a turma em 04 grupos e entreguem para eles uma das 4 perguntas abaixo, isto é, para cada grupo 01 pergunta.
Por que Jesus entrou em Jerusalém montado num jumentinho?
O que representa a entrada de Jesus em Jerusalém para seu ministério?
A que se assemelha a forma que Jesus entrou em Jerusalém?
Por que as pessoas colocaram roupas e galhos de árvore pelo chão quando Jesus passou?
- Peçam para que eles pesquisem na lição e respondam em 10 minutos.
- À medida que cada grupo apresentar, vocês aprofundam o conteúdo referente a pergunta.



Por Sulamita Macedo. 
fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com.br/

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Subsídio Lição 3 - O batismo de Jesus



PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2018
Jovens: SEU REINO NÃO TERÁ FIM: Vida e obra de Jesus segundo o Evangelho de Mateus
COMENTARISTA: NATALINO DAS NEVES
COMENTÁRIO: EV. JOSÉ LUCAS NETO

LIÇÃO Nº 3 – O BATISMO DE JESUS

INTRODUÇÃO
O Evangelho de Jesus segundo escreveu Mateus registra o batismo de Jesus inaugurando a consecução pragmática do ministério de Cristo em ensinar e pregar sobre o reino de Deus, além de curar os enfermos, culminando com a salvação da humanidade através de seu sacrifício na cruz do Calvário.
Nesta lição estudaremos sobre o batismo de Jesus, considerando o batismo judaico, o batismo de João Batista, os batismos realizados por Jesus, o batismo cristão nas águas, finalizando com a posição de que o batismo nas águas não é o pré-requisito para a salvação e vida eterna.

1. O BATISMO JUDAICO
Antes da consolidação do batismo nas águas realizado por João Batista, os judaizantes praticavam um batismo nas águas dos prosélitos (gentios convertidos ao judaísmo) que em sua essência promovia a libertação dos batizados da prática da idolatria e do paganismo. Este batismo consistia na própria imersão da pessoa em água, enquanto dois ministros judaicos recitavam textos da "Torah" (o Pentateuco), de tal modo que, a partir do seu batismo conforme a liturgia judaica, o batizado ficava obrigado a obedecer e praticar os preceitos da Lei.

2. O BATISMO REALIZADO POR JOÃO BATISTA
João Batista, filho de Zacarias e Isabel, foi profetizado pelo profeta Isaías como aquele que clamaria no deserto com a sua voz preparando o caminho para a vinda do Senhor Jesus, o Messias prometido para a salvação da humanidade. (Is 40:3-5) João Batista ao iniciar seu ministério apresentou uma postura separatista do judaísmo e acreditam muitos estudiosos e historiadores bíblicos que ele tinha uma aproximação com o chamado grupo religioso denominado essênios, grupo este que vivia isolado no deserto e das comunidades urbanas, utilizando indumentárias de pêlos de camelo e alimentação a base de gafanhotos e mel silvestre. (Mt 3:1-4) João Batista conclamava a que todos se arrependessem dos seus pecados e se batizassem nas águas do rio Jordão para remissão de seus pecados e abertura de um novo Caminho, diferente da religião judaica que preceituava ritos e valores, tais como, a mera filiação em Abraão e a circuncisão como fatores essenciais para a salvação. O profeta que clama no deserto criticou duramente os fariseus e saduceus judaicos, inclusive, denominando-os como raça de víboras, e ao mesmo tempo, conclamou-os a que produzissem frutos dignos de arrependimento, pois, a justiça de Deus estava bem próxima para punir aos que não produzem bons frutos, inclusive o de arrependimento dos pecados. (Mt 3:5-10; Lc 3:7-14)
João Batista, aquele que não era o profeta Elias, mas tinha a sua postura espiritual, no mesmo espírito do profeta Elias, anuncia que o seu batismo não era apenas realizar uma separação com o sistema religioso judaico da época, mas também, além de apontar um novo Caminho para a salvação e postura espiritual, o de confirmar que o batismo realizado por ele nas águas para remissão dos pecados precedia o Batismo com o Espírito Santo e com fogo a ser realizado por Jesus Cristo, o Filho de Deus, enviado pelo Senhor para a salvação da humanidade. (Mt 3:11-12)

3. O BATISMO DE JESUS NAS ÁGUAS DO RIO JORDÃO
Apesar de uma inicial resistência de João Batista em batizar Jesus Cristo por entender que Ele não tem pecado e é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, demonstrado pelo próprio João Batista que ele não era digno de nem atar as sandálias dos pés de Jesus, quanto ao mais batizá-lo, e na verdade ele é que deveria ser batizado por Jesus, O Senhor Jesus fez questão que se cumprisse a Lei.(Mt 3:13-15; Jo 1:19-31; )
Neste contexto, Jesus foi batizado por João Batista nas águas do rio Jordão, não pelo motivo de arrependimento e remissão de pecados, mas para anunciar publicamente, o início do ministério terrenal de Jesus para salvar a humanidade, ratificado pelo testemunho da aparição sobrenatural do Espírito Santo, tipificado em uma pomba, e pela voz advinda dos céus de Deus Pai que disse: "Este é o meu Filho amado em quem me comprazo". Assim inicia-se o ministério de Jesus, o cristianismo, um novo governo da humanidade que não terá fim com poder e glória superior a qualquer governo humano natural ou governo de falsos deuses sobrenaturais. (Mt 3:16-17).

4. O BATISMO REALIZADO POR JESUS
João Batista anunciou que Jesus Cristo batizaria os pecadores arrependidos com o Espírito Santo e com fogo. Logo, o que significa batizar com o Espírito Santo e com fogo?

4.1.O BATISMO SALVÍFICO DO ESPÍRITO SANTO
É a promessa de Deus em que o Espírito Santo entra no coração de uma pessoa pela pregação da Palavra de Deus, e pelo despertar de sua fé, e a transforma inteiramente quanto aos seus valores morais e éticos, e segundo o reconhecimento desta pessoa de ser um pecador e necessitar da salvação em Cristo, vindo então, a sua conversão e regeneração, o Espírito Santo lhe transmite uma nova natureza divina e passa a habitar dentro desta pessoa. Este batismo salvífico é espiritual e tipifica o selo do Espírito Santo na alma do pecador arrependido.(Ez 36:26-27; Rm 10:8-17;Jo 20:19-22; Ef 1:13: Ef 4:30; 1 Co 3:16-17).

4.2. O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
É um ato invisível e realizado somente por Jesus, sendo um presente de Deus dado a uma pessoa temente ao Senhor, não como prêmio a um merecimento, mas a uma virtude do próprio Senhor em conceder esta bênção e não daquele que recebe, sendo o batismo no Espírito Santo em sua essência um revestimento de poder de modo a capacitar o crente em Jesus a ser uma intrépida testemunha de Cristo em todo o mundo e realizar a sua missão para a edificação e aperfeiçoamento dos santos. (Lc 24:44-49;At 1:6-8)

4.3. O BATISMO COM FOGO
Este batismo é entendido como o julgamento final que Jesus vai realizar em sua 2ª vinda ao planeta terra, pois, em sua 1ª vinda Jesus veio salvar a humanidade, porém, em 2ª vinda virá para julgar destinando os salvos para vida eterna no céu e os perdidos para os sofrimentos eternos, ou seja, a morte eterna no lago de fogo e enxofre conhecido como "Geena". (Ap 20:11-15)

5. O BATISMO CRISTÃO NAS ÁGUAS
5.1. ETIMOLOGIA DA PALAVRA BATISMO
Oriunda da palavra grega "bapto" ou "baptizo", o batismo nas águas significa "fazer mergulhar na água" caracterizando uma total imersão do corpo inteiro de uma pessoa pelo ato de entrar e sair da água.

5.2.DEFINIÇÃO DE BATISMO NAS ÁGUAS
Esta ordenança é o primeiro mandamento ritual do Senhor Jesus dada a igreja que praticamente marca o início da vida cristã de uma pessoa, sendo normalmente realizado por imersão total do corpo nas águas, onde ao submergir o velho homem pecador é sepultado e ao emergir este é purificado surgindo um novo homem em Cristo que ratifica a sua confissão pública de fé em Jesus como Salvador e Senhor de sua vida diante de Deus e dos homens. (Mt 28:18-20)

5.3.SIGNIFICADO DO BATISMO NAS ÁGUAS
O batismo nas águas carrega em seu bojo um significado importante na vida espiritual de um crente em Jesus, pois, no momento do batismo por imersão nas águas, espiritualmente demonstramos de forma materializada que ao submergirmos no leito da água batismal somos sepultados com Cristo morrendo o velho homem pecador e sequencialmente quando emergimos ressuscitamos com Cristo na condição de um novo homem sendo incluído no corpo de Cristo (a igreja universal) evidenciando um caráter moral e espiritual segundo a imagem e semelhança do Senhor Jesus na condição de salvo e com posse da vida eterna.(Rm 6:3-11)

6.O BATISMO NAS ÁGUAS NÃO É UM SACRAMENTO
Muitas correntes teológicas acreditam que o batismo nas águas é um sacramento, ou seja, algo santo, sagrado e consagrado e que é indispensável para o processo da salvação e creem a partir de textos bíblicos que aparentemente nos induz a entender isto, entretanto, em sua essência estes textos tem significado diferente desta ótica primitiva. Dentre os mais contundentes está o do Evangelho de Jesus segundo escreveu Marcos 16:16 que diz: ¨ Quem crer e for batizado será salvo, quem porém, não crer será condenado".
Ao contrário do que se possa pensar, o batismo nas águas, não é pré-requisito para a salvação, porque se assim o fosse estaríamos agregando ao sacrifício de Cristo um rito simbólico para a salvação, isto quer dizer, o sacrifício do sangue de Jesus derramado na cruz não era suficiente para a salvação. Este texto registrado em Marcos traz em seu bojo apenas o entendimento de que uma vez que fomos remidos de nossos pecados então nos batizamos como obediência a uma ordenança do Senhor Jesus.Por sermos salvos nos batizamos nas águas para obedecer na qualidade de servos uma ordem do Senhor e não nos batizamos para sermos salvos, senão, estaríamos retrocedendo aos preceitos do judaísmo que apoiavam a salvação a agregação de ritos contestados veemente pelo Apóstolo Paulo, pois, a nossa justificação diante de Deus se dá exclusivamente pela fé em Jesus. (Rm 2:21-31)

7. CONCLUSÃO
O Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus nos apresenta o batismo nas águas como um rito simbólico da união do pecador arrependido com Cristo em sua morte e ressurreição, tipificando uma purificação visível que estabelece uma confissão pública diante de Deus, do ministro do Senhor e das testemunhas oculares de que só em Jesus é que obtemos a salvação e vida eterna. Shalom Adonai !



Fonte: https://proflucasneto.files.wordpress.com/2018/01/notas_1t_2018_jovens_lic3a7c3a3o-3_o-batismo-de-jesus.pdf Acesso em 15 jan. 2018

http://www.portalebd.org.br/classes/jovens/1613-licao-3-o-batismo-de-jesus-iv